A tecnologia de inteligência artificial trouxe avanços fantásticos, mas também abriu porta a novas formas de engano. Hoje em dia, é possível clonar a voz de um familiar ou recriar a imagem de um colega de trabalho com enorme precisão. Para combater este problema, o Microsoft Teams vai passar a contar com um sistema capaz de sinalizar a presença de conteúdos falsos durante as videochamadas.
Esta ferramenta tem lançamento previsto para o final do ano e vai funcionar tanto em computadores como em telemóveis. O objetivo principal é dar mais confiança a quem utiliza a plataforma no dia a dia, seja em trabalho ou em conversas pessoais.
Como funciona a identificação de imagens e sons manipulados
Durante uma videochamada, o novo sistema analisa os sinais de áudio e de vídeo em busca de anomalias que costumam caracterizar a inteligência artificial. Quando o software percebe que um rosto ou uma voz não pertencem a uma pessoa real, emite um aviso direto na ecrã para os restantes participantes.
É importante notar que a verificação não é feita diretamente pela Microsoft. A empresa criou uma estrutura que permite a integração de ferramentas externas especializadas na deteção destas manipulações. Assim que um destes sistemas parceiros identifica algo suspeito, a informação é enviada para a reunião.
O sistema não vai desligar a chamada nem expulsar a pessoa automaticamente. A ideia é apresentar um alerta claro para que cada participante tome a decisão de continuar a conversa ou confirmar a identidade da pessoa por outro meio.
Uma resposta necessária ao aumento de burlas digitais
A chegada desta funcionalidade responde a uma necessidade urgente. Os criminosos informáticos têm aproveitado plataformas de comunicação para se fazerem passar por técnicos de apoio, chefes ou diretores de empresas, tentando convencer os utilizadores a partilhar dados confidenciais ou a realizar transferências financeiras.
Com o recurso a vozes e rostos sintéticos, chamados no mundo digital de deepfakes, estas tentativas de engano tornaram-se muito mais difíceis de detetar a olho nu. O alerta visual no ecrã surge como uma camada extra de prevenção contra este tipo de fraude.
Segurança reforçada em várias frentes
Esta novidade junta-se a outras medidas de proteção já existentes na aplicação, como os avisos de chamadas externas suspeitas e a retenção de robôs automatizados em salas de espera virtuais antes de entrarem nas reuniões.
Ao alargar a vigilância para os conteúdos criados por inteligência artificial, o Teams procura garantir que as conversas à distância continuem a ser um espaço seguro e livre de impostores.


















