A Microsoft voltou a lançar um alerta crítico para todos os utilizadores do Windows 11 (e também alguns do Windows 10). A empresa confirmou que os certificados de Inicialização Segura (Secure Boot) estão a aproximar-se do fim da sua validade, o que pode causar bloqueios no sistema e falhas de segurança se não forem atualizados a tempo.
Este é um tema urgente, pois a expiração destes certificados poderá impedir a instalação de atualizações e deixar os computadores mais vulneráveis a ataques.
O que está a acontecer
O Secure Boot é uma tecnologia criada em 2011 que garante que o computador arranca apenas com firmware e bootloaders verificados, impedindo a execução de código malicioso logo no arranque. Com o Windows 11, esta funcionalidade tornou-se obrigatória, reforçando a proteção contra ameaças cada vez mais avançadas.
O problema surge porque os primeiros certificados emitidos têm um prazo de validade de 15 anos e irão expirar em julho de 2026. Se essa data for ultrapassada sem atualização, os sistemas afetados não conseguirão instalar determinadas atualizações de segurança, deixando o computador exposto a vulnerabilidades graves.
Quem está em risco
- Utilizadores do Windows 11 com atualizações automáticas ativadas: a Microsoft garante que não precisam de se preocupar. Os novos certificados serão distribuídos automaticamente através do Windows Update, ainda dentro da janela de segurança.
- Utilizadores com atualizações automáticas desativadas: estes correm maior risco. Sem a atualização, o sistema pode ficar impossibilitado de receber correções críticas ou até de iniciar corretamente.
- Windows 10 sem plano de suporte alargado: quem não pretende atualizar para o Windows 11 deve aderir ao Programa de Segurança Alargada (ESU) para continuar a receber atualizações e certificados válidos.
- Dispositivos já sem suporte oficial: estes não receberão os novos certificados e ficarão totalmente expostos, sem solução oficial por parte da Microsoft.
O que fazer agora
Para evitar problemas, a Microsoft recomenda:
- Ativar as atualizações automáticas no Windows Update, garantindo que os novos certificados são instalados em segundo plano.
- Verificar regularmente se existem atualizações pendentes, especialmente em computadores empresariais ou servidores.
- No caso do Windows 10, considerar a adesão ao Programa de Segurança Alargada, se não for possível migrar para o Windows 11.
- Avaliar a substituição de hardware antigo que já não é suportado, uma vez que esses dispositivos não terão forma de receber os novos certificados.
Dica rápida: se usa um PC para trabalho ou armazenamento de dados importantes, não adie esta verificação. Manter as atualizações ativas é a forma mais simples e segura de evitar que o Windows fique bloqueado ou vulnerável.




















