Após o lançamento oficial do HarmonyOS para computadores, os Estados Unidos têm vindo a intensificar esforços para travar a expansão internacional do sistema operativo da Huawei. De acordo com o Nikkei Asia, deputados e senadores norte-americanos estão a preparar legislação que permita aplicar sanções e bloqueios comerciais a países que optem por utilizar o HarmonyOS.
Numa carta dirigida ao secretário de Estado, Marco Rubio, ao secretário do Comércio, Howard Lutnick, e ao presidente da FCC, Brendan Carr, os congressistas John Moolenaar e Raja Krishnamoorthi apelam a uma resposta célere do governo de Donald Trump. Argumentam que, devido às implicações geopolíticas e de segurança nacional associadas a sistemas operativos de países adversários, é essencial analisar cuidadosamente o HarmonyOS e colaborar com aliados para evitar a sua implementação em dispositivos a nível global.
O objectivo principal é sensibilizar o governo norte-americano para agir antes que o HarmonyOS se torne amplamente utilizado fora da China. Os legisladores defendem ainda que o sistema pode ser usado para fins de espionagem, uma vez que a Huawei segue orientações do Partido Comunista Chinês.
Segundo os congressistas, “os EUA devem examinar detalhadamente a arquitectura e o código-fonte do HarmonyOS e garantir que os nossos aliados estejam conscientes do controlo exercido pela Huawei e, por conseguinte, pelo Partido Comunista Chinês sobre o sistema”.
Até ao momento, a Huawei não se pronunciou sobre estas iniciativas, que se somam a outras acções recentes dos EUA, incluindo ameaças de sanções a países que utilizem chips de inteligência artificial da empresa chinesa.




















