A 26 de março de 2026, um erro crítico de configuração no sistema de gestão de conteúdos (CMS) da Anthropic expôs publicamente mais de 3.000 ficheiros internos confidenciais. No meio do pânico da fuga de informação, o mundo descobriu o rascunho de um comunicado que anunciava o projeto mais secreto e temido da empresa: o Claude Mythos (conhecido internamente pelo codinome Capybara).
Descrito pelos próprios engenheiros como “o modelo de IA mais perigosamente poderoso que alguma vez desenvolvemos”, o Mythos assustou a liderança da Anthropic devido à sua capacidade autónoma de quebrar a segurança da internet. Conheça os bastidores desta super-IA.
O monstro dos 10 Biliões de parâmetros
Para compreender o choque da comunidade tecnológica, é necessário olhar para a escala do processamento. Estima-se que o Claude Mythos conte com uma arquitetura de 10 biliões de parâmetros — o que representa quase seis vezes mais poder de inferência e cálculo do que qualquer modelo de linguagem de elite comercializado atualmente.
Durante os testes laboratoriais à porta fechada, e quando a IA ainda nem sequer tinha recebido os filtros de segurança e alinhamento humano (RLHF), os cientistas decidiram colocá-la à prova contra códigos de software de código aberto (open-source). O resultado foi avassalador: a IA começou a detetar vulnerabilidades do tipo Zero-Day (falhas desconhecidas) que tinham resistido a especialistas humanos e a ferramentas de auditoria automatizadas durante décadas.
As descobertas mais inquietantes do Claude Mythos
| Software Alvo | Idade da falha oculta | O que a IA descobriu? | O risco real para a Internet |
| OpenBSD (Redes) | 27 Anos (Desde 1998). | Uma vulnerabilidade grave oculta no protocolo TCP SACK. | Permitiria a hackers deitar abaixo servidores globais remotamente. |
| FFmpeg (Multimédia) | 16 Anos de existência. | Um bug lógico que resistiu a mais de 5 milhões de testes robóticos anteriores. | Casos de execução de código malicioso através de ficheiros de vídeo. |
| Kernel do Linux | Desconhecido (Ficheiro encriptado). | Múltiplas falhas na gestão de memória de servidores em nuvem. | Potencial colapso de serviços de cloud corporativos. |
O Projeto Glasswing: Uma aliança de emergência
A capacidade do Mythos de encontrar e, teoricamente, conseguir explorar estas falhas sem intervenção humana acendeu os alertas vermelhos em Washington. A Anthropic classificou oficialmente o modelo como uma tecnologia de “duplo uso” — ou seja, uma arma digital que tanto pode ser usada para blindar os sistemas do planeta como para lançar ciberataques autónomos destrutivos a infraestruturas críticas.
Para evitar o pior, a empresa congelou qualquer plano de lançamento comercial e ativou, a 7 de abril de 2026, o Projeto Glasswing.
O consórcio de defesa: O Glasswing é um pacto de emergência que junta a Anthropic a gigantes como a Amazon, Apple, Google, Microsoft, CrowdStrike e Nvidia, além de outras 45 organizações de cibersegurança. Estas entidades receberam acesso exclusivo e ultra-restrito ao Mythos para uma missão única: usar a IA para tapar as falhas dos seus próprios sistemas antes que um grupo de piratas informáticos clone a arquitetura do modelo.
O impacto geopolítico e económico
O eco desta fuga de informação já ultrapassou os fóruns de programação. Instituições financeiras de peso, como o Tesouro dos Estados Unidos e o Fundo Monetário Internacional (FMI), solicitaram auditorias de urgência aos seus algoritmos de transações bancárias.
Diante de uma inteligência artificial que pensa mais depressa do que qualquer equipa de engenheiros do mundo e que consegue “ver” através das barreiras do código, o mercado financeiro teme que os sistemas de encriptação atuais fiquem obsoletos muito mais cedo do que o previsto.
Conclusão: Será que ainda temos o controlo?
A história do Claude Mythos deixa um aviso desconfortável: o maior perigo da inteligência artificial generativa pode não ser a criação de desinformação ou a perda de empregos, mas sim a sua capacidade de encontrar as fragilidades na infraestrutura que faz o mundo moderno funcionar. Ao expor que o nosso software “seguro” está assente em falhas com quase 30 anos de idade, o Mythos provou que a inteligência artificial já joga num campeonato de lógica superior ao nosso. A corrida agora não é para criar a IA mais inteligente, mas sim para garantir que conseguimos sobreviver às suas descobertas.



















