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A memória RAM está mais barata… mas por pouco tempo: fabricantes antecipam mudanças drásticas em 2026

O mercado da memória RAM está a viver um momento de aparente alívio para os consumidores, com uma descida temporária dos preços após meses de aumentos constantes. No entanto, este cenário poderá mudar mais cedo do que se imagina. Os principais fabricantes de chips DRAM e NAND decidiram ajustar os valores para responder à forte procura e evitar excesso de stock, mas os especialistas alertam: 2026 poderá trazer novas subidas e mudanças profundas na configuração dos dispositivos que chegam ao mercado.

Esta estratégia surge numa altura em que smartphones, portáteis e outros equipamentos estão cada vez mais dependentes de maiores quantidades de memória, impulsionados pela inteligência artificial, aplicações mais complexas e sistemas operativos mais exigentes. Ainda assim, os custos de produção continuam elevados, o que coloca pressão sobre toda a cadeia de fabrico.

Procura elevada hoje, aumentos inevitáveis amanhã

Durante grande parte de 2025, assistiu-se a um crescimento significativo da procura por equipamentos com mais RAM, tanto no segmento móvel como no mercado dos computadores portáteis. Funcionalidades baseadas em IA, multitarefa avançada e aplicações profissionais contribuíram para este aumento.

Paradoxalmente, este crescimento teve um efeito negativo: a produção de chips DRAM e NAND tornou-se mais cara, e as previsões apontam para um novo ciclo de aumentos já a partir do início de 2026. Caso se confirmem, estes aumentos poderão levar os fabricantes a reduzir a quantidade de memória incluída nos modelos mais acessíveis, travando a evolução técnica de alguns dispositivos.

Preços da DRAM e NAND devem subir em 2026

Analistas da TrendForce antecipam um aumento significativo nos preços dos chips de memória logo no primeiro trimestre de 2026. Esta subida terá impacto direto nos smartphones, portáteis e até em componentes para PCs de secretária, onde a RAM continua a ser essencial para garantir um desempenho estável.

Fugas de informação recentes indicam que o mercado poderá sofrer uma reorganização profunda. Modelos com 16 GB de RAM tendem a tornar-se raros fora da gama alta, enquanto os dispositivos com 12 GB poderão sofrer uma redução superior a 40% na sua disponibilidade. Já os modelos com 8 GB poderão ser reduzidos para metade, abrindo espaço para o regresso de equipamentos mais modestos com 4 ou 6 GB de RAM.

Estas informações foram avançadas pelo leaker Lanzuk (@yeux1122), através da plataforma Naver, e têm vindo a gerar preocupação entre utilizadores mais atentos ao desempenho a longo prazo.

Android será o mais afetado, Apple poderá subir preços

O ecossistema Android deverá sentir estes efeitos de forma mais intensa. Nos segmentos de gama média e baixa, o custo da memória RAM representa uma parte significativa do preço final de fabrico, obrigando os fabricantes a fazer escolhas difíceis entre desempenho e competitividade de preços.

No caso da Apple, os analistas apontam para duas hipóteses: um aumento direto do preço dos novos iPhones ou uma redução dos descontos aplicados a modelos anteriores. Em ambos os casos, o impacto será sentido pelo consumidor final.

Como consequência, os dispositivos mais económicos poderão oferecer uma experiência menos fluida. Aplicações modernas, jogos e sistemas operativos com funcionalidades de inteligência artificial necessitam de mais memória para funcionar corretamente, o que poderá resultar em tempos de carregamento mais longos, multitarefa limitada e maior desgaste do sistema ao longo do tempo.

Portáteis e PCs também entram na equação

No segmento dos portáteis, os preços mantêm-se relativamente estáveis por enquanto, muito graças ao stock acumulado pelos fabricantes. No entanto, os analistas preveem ajustes a partir do segundo trimestre de 2026, quando essas reservas começarem a esgotar-se.

Os modelos mais económicos serão novamente os mais penalizados. Atualmente, 8 GB de RAM já é considerado o mínimo recomendável para uma utilização confortável em sistemas operativos modernos. Equipamentos com menos memória poderão rapidamente atingir os seus limites, comprometendo a experiência do utilizador e reduzindo a sua vida útil.

O que esperar nos próximos anos?

A indústria do hardware encontra-se num ponto crítico. Por um lado, existe a necessidade de manter preços atrativos num mercado altamente competitivo. Por outro, a inovação tecnológica e a crescente dependência de IA exigem mais recursos, incluindo memória RAM.

Para os consumidores, o momento atual pode ser uma boa oportunidade para investir em equipamentos com mais RAM, antes que os preços voltem a subir ou que essas configurações se tornem menos comuns. Já para os fabricantes, o desafio passa por encontrar um equilíbrio entre custos, desempenho e expetativas de um mercado cada vez mais exigente.

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