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Um maratonista com salero

Combinar trabalho e diversão é o que se pede a um smartphone por estes dias. E o Aquaris M 5.5 dá bem conta do recado. É como se fosse capaz de correr a maratona e ainda lhe restasse fôlego para ir tomar “una copa”, dançar com uma sevilhana ou perder-se na movida. Tudo fotografado pela excelente câmara de 13 megapixels.

imagem-geral

Num tempo em que as baterias dos telemóveis mal se aguentam de manhã à noite, o M5.5 – que já por aqui anda há um ano e pouco – puxa dos galões e presenteia-nos com tempos de autonomia que ultrapassa as 24 horas na maior das calmas.

Bem gerida – que é como quem diz, com Internet desligada durante a noite e usando localização e bluetooth só quando necessário –, a bateria do maratonista da BQ resiste umas boas 30, 34 horas antes de finalmente se render ao cansaço e pedir gentilmente que a liguem à corrente.

Mas, claro. Muito trabalho requer muito descanso e, por isso, contem com umas boas 4 horas de carregamento. Ou não estivesse este smartphone carregadinho de ADN espanhol (origem desta marca), povo mundialmente conhecido pela retemperadora siesta.

bateria

A autonomia é realmente impressionante, mas não é só a bateria que se destaca no M 5.5. A elegância e leveza no toque deixam realmente boa impressão a quem o manuseia, graças, em boa parte, a um “corpo” de 162 g de peso e apenas 8,35 mm de espessura. Uma bela evolução relativamente a anteriores modelos, como o Aquaris E5, menos sofisticados nos detalhes: arestas pouco subtis, botões um nadinha toscos ou entradas de cartões – SIM e de memória SD – pouco condizentes com um modelo deste nível.

O exterior dá claramente a ideia de que o M5.5 – juntamente como irmão M4.5 – faz parte de uma geração de dispositivos que posicionam a BQ num patamar acima, pronto a ombrear com os rapazolas do mercado móvel. Mas, se dúvidas houvesse, elas dissipam-se quando se liga o telemóvel.

imagem-principal

A robustez a que a BQ há muito nos habituou e a fiabilidade conquistada a pulso nos últimos anos combinam-se para na perfeição, tornando-o num produto de eleição. O “motor” Qualcomm Snapdragon 615 Octa MSM8939 é determinante na hora de puxar pelas muitas aplicações que depressa enchem a memória do M5.5 (o modelo testado tinha uma memória interna de 32 GB). Poucos – ou nenhuns – solavancos no funcionamento são a imagem de marca dos produtos BQ e este não é exceção. Três GB de memória RAM também ajudam à festa… ou antes, à “fiesta”.

O ecrã de 5 polegadas não desilude, o mesmo acontecendo com a câmara principal (a traseira), que se socorre dos 13 megapixels para captar praticamente tudo, quase sem precisar de tempo para se adaptar à luz. Já da câmara frontal, o melhor mesmo é não falar… o único ponto em que o M5.5 deixa a desejar. E sobre o qual falaremos mais abaixo.

modo-prioridade

Nota muito – mas mesmo muito – positiva para o Modo Prioridade, uma das novidades do Android 5.0 Lollipop, que equipa este M 5.5. Sim, já leva quase dois anos no ativo, mas esta é a primeira vez que escrevemos sobre ele tínhamos mesmo de lhe enaltecer esta função. Um dos problemas recorrentes da geração anterior era a dificuldade em acertar com os sons. Regulávamos o botão do áudio, por exemplo, para baixar os sons da notificação e ficávamos sem o toque de telemóvel (e tantas chamadas perdemos assim…). Agora é bem mais fácil calar as notificações do Facebook ou Twitter a meio da noite. Basta tocar o + ou – do botão de som, tocar no ícone de ‘Definições’ que existe à direita do ecrã e marcar a opção Prioridade. A partir daí, os sons de SMS ou de toque mantêm-se ativos, calando-se os toques das várias aplicações.

Em resumo: o Aquaris M5.5 é um telefone que decididamente gostaríamos de ter e poderíamos comprar. A câmara frontal tem mesmo de ser melhorada e app da câmara também precisa de umas mexidas. Resolvidos esses problemas, estará certamente na nossa lista de presentes de Natal, ainda para mais a um preço que bate a concorrência: 249,90 € (na loja online da BQ).

Crash:

Não é fácil de apontar defeitos quando se tem um produto muito bem acabado e com a fiabilidade deste M5.5. Mas a verdade é que os há. E não é um defeito tão pequeno quanto isso. A câmara frontal, com os seus 5 megapíxels e Flash Flash LED (que permitem captura de vídeo Full HD 1080p), é realmente difícil de acertar.

Experimentem tirar uma selfie e depois digam-nos como correu a experiência. Chega a ser frustrante a quantidade de vezes que é necessário clicar para que no fim… nada. Em cada 10 tentativas, pelo menos 7 a 8 saem frustradas. E não foi por falta de tentativas: tentaram-se selfies à noite, de manhã, no pico do sol, dentro de casa, na rua; mudaram-se as definições. E continuou a instabilidade. É um pouco como as relações: talvez o mal seja nosso, não da câmara. Mas até prova em contrário, a relação com a câmara frontal não resultou.

Crash #2:

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Nota igualmente pouco positiva para a app de câmara que começa desde logo com o pecado capital de nem sempre incluir o tradicional “rolo de câmara” (acesso às últimas fotografias tiradas). Depois de fotografar, por vezes é necessário entrar noutra app – a Galeria – para consultarmos as fotografias acabadas de tirar. É, no mínimo, arcaico. Além disso, puxar pelos menus pode ser uma aventura. Deslizamos o dedo para todos os sentidos possíveis e imaginários e, na melhor das hipóteses, conseguimos mostrar metade do menu. Um mistério insondável.

Avaliação final:

****

(de * a *****)

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